quinta-feira, 24 de novembro de 2011

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"Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana,
Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres
cantam música urbana,
Motocicletas querendo atenção às três da manhã -
É só música urbana."

A cidade, pela manhã, está sempre bonita. O sol parece fazer milagres, ele é como uma maquiagem. Pela manhã, tudo é lindo. Pela manhã, tudo é falso.
                As sete da manhã, sombras sonolentas saem de casa. O barulho dos carros é como uma maquina hipnótica. Os olhos sempre vazios, coloridos como faróis de carro, remetem o interior confuso das pessoas. Me pergunto se as almas estão ali, se elas existem ou onde estão. Aqueles lábios vazios de palavras, que vomitam frases descontroladas, parecem não saber o que dizem. “Quanto menos palavras temos, mais falamos”. Isso é verdade. E as palavras tornam a se repetir, novamente, antes de eu fechar os olhos e viver no meio dos zumbis. No meio de você e companhia.
                Sou uma pessoa utópica, puramente sonhadora.
                Não quero ver quem está do meu lado, por isso todos me parecem sempre invisíveis e comuns. Eu digo: vocês são fúteis. Mas é mentira. As pessoas são complexas. Se vestem todas iguais e falam quase a mesma coisa, como se tudo fosse programado num sistema computadorizado, mas são profundas como livros manuscritos. As letras garranchosas são difíceis de ler, a caligrafia é infantil.
                Um mundo vazio de almas e pessoas, é uma mentira, um sonho particular meu. As pessoas estão ali, em todos os lugares, mas ignoro-as. Elas, por vezes, me entediam com um papo qualquer sobre futebol e roupas de grife; todos se entendem muito bem, a conversa parece ser mais fácil quando não temos o que dizer e dizemos mesmo assim. Talvez a futilidade que acuso, não pertença à elas, mas à mim. Afinal, até isso faz mais lógica.
                Eu que continuo fingindo cegueira, fingindo não ver à você, fingindo não ver a quem existe.
                Mas será que sou só eu?
                A mentira é real, está aqui. As paredes brancas se tingem com uma cor pecaminosa, enquanto o erro cresce. A sinceridade tornou-se uma brincadeira fictícia, e eu não sei brincar. Talvez eu deva aprender. Talvez eu deva brincar também.
                E as palavras se repetem.
                Isso é uma canção, e o refrão é como o rosto de quem eu vi aqui, e na esquina, e em todo lugar. A canção é profunda, mas não tenho capacidade de entende-la. Sei que ela existe. Posso ouvi-la, mesmo de longe. A música confusa continua tocando, mesmo em meus sonhos. O violão se escondendo por trás da bateria, e a bateria sobrepujando a força da guitarra. O som me lembra violência, rebeldia. Espero que ela acabe de tocar, não gosto do que ela faz. Os sangues escoam pelas vielas, enquanto pessoas perdem vida, e a bateria toca com desespero. A musica que ouço no rosto de cada pessoa, de cada livro vivo, é a musica da dor, da vontade de fazer doer.  Não quero mais ouvi-la. Espero que o ultimo acorde da musica soe antes que todos os homens se destruam com sua vontade de construir algo melhor que o que já possuem.


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Desculpem-me o tempo sem postar, é pura e simples falta de inspiração. Sei que o texto que escrevi não faz muito sentido, e talvez precise de um pouco de interpretação pessoal... Enfim. Sinto que acbei me perdendo nas linhas, e que o inicio do texto nada tem em comum com o final; eu diria que as linhas que se seguiram foram apenas um pensamento confuso sendo transcrito sem regras para impedi-lo. Gosto mais quando tudo flui assim, rebelde e sem limites - ao menos os textos parecem mais sinceros, quando isso ocorre.

Vou ver se consigo escrever (ao menos) mais um capitulo de Z35 ou de Alma. No estado de total fatal de inspiração em que estou, qualquer coisa serve (rs)!

Albert-nii-chan, terminei de ver  Secret Garde! Tão legal! Eles tiverem três filhos... algo, tipo, muito esquisito.

Ja nee.

Um comentário:

  1. Obrigado pelo texto... Realmente sinto como se estivesse tendo uma refeição.
    Gosto de ouvir seus pensamentos, é como se eu estivesse conversando com você, calado, apenas ouvindo seu olhar.

    Secret Garden é muito fofo, tem tudo na medida certa... Incrível, falar em Secret Garden me dá vontade de assistir Lie To Me outra vez .oo. Tenho assistido animes e doramas de altíssima qualidade ultimamente... Vou fazer algumas resenhas para que você leia.

    Fiz um texto para você no meu blog, estava entediado então fiz um título estranho e enorme.

    Estou meio estranho ultimamente... Aconteceram umas coisas, bem, nem quero mencionar. Saudades... Entra no messenger para conversar de vez em quando, hoje eu não vou estar lá no período da tarde, mas à noite estarei sim, se o cansaço não me dominar por completo. Espero que goste do texto que fiz.

    A música urbana... Deve ser o tipo de música mais ouvido hoje em dia, não só ouvido, como comido, vestido, sendo controlado, acordando, dormindo... Estamos presos à música urbana.

    Trate de se alimentar bem, tire um tempo para dormir, nada de dormir às 3 da manhã (eu não tenho nenhuma moral para falar isso) e não esqueça de escrever sempre aqui! É um compromisso que você tem comigo!
    see ya. \o

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