segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um. Dois

Ah, cobaias de deus
Nós somos cobaias de deus
- Cazuza

O ar parecia pesado. Mais dois passos, e estaria lá. Por que aquele medo? Não havia motivos para temer aquele poço. Mas a escuridão reinava. 

             Um, dois, o ar era pesado, pesado demais. As paredes estavam tão longe.... como um templo. Um templo em chamas, com a fumaça acre invadindo o peito, lento, combustão.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Tirem de mim as penas

Socorro.
         Socorro, eu não estou sentindo nada. NADA!
         Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais pra chorar, nem pra rir...

         Socorro, eu estou sentindo, sentindo muito. Demais. Tirem de mim, me deem de volta o nada tão frio e tranquilo.
        Não quero amar, nem dor alguma. Não quero você, e - tudo bem -, também não quero a mim. Quero o vácuo, o universo escuro, o socorro da ficção.

II
        Meu corpo confunde os sinais da mente; ou será que meu coração é  que confunde os sinais do corpo?
        Me tirem daqui. Eu não quero essa água. Ela quer escorrer. Ela está escorrendo.
        E a ladeira é longa, vertical. Mas ignorem, estou louca. A loucura toma de mim o que havia de melhor. O pior é forte demais para ir embora.

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