sábado, 7 de janeiro de 2012

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Eu tinha muito o que dizer, mas acabei calando-me sem dizer nada. É melhor assim, não? Talvez. Quem sabe.

O ano novo começou... Sim, mais outro. Eu pensava em pôr no papel palavras bonitas, um montão delas, que dessem esperanças à pessoas que nunca vi e  à outras que já vi demais, e não me canso de ver, também - gosto mais delas, e, sempre e sempre, minhas fragéis palavras se dirigem à estas almas. É certo, as palavras transformam. E transformar é fascinante, sei disso. Gosto de ver como as palavras conquistam, como emocionam, como fazem feliz. Gosto de escrever, e escrevo por isso, escrevo pelos leitores. Mas, sobre o ano novo, não tenho o que dizer. Não tenho à quem dirigir palavras.
Sim, sem palavras bonitas, sem falsas esperanças e sem vírgulas enfeitadas. Melhor ainda, sem pontos finais. Sim, que o texto continue sem nada mais do que a realidade, e que ela não te desagrade. Por quê sentir-se chateado com a vida? Ela é boa, muito boa! Com as tristezas e infelicidades, ela é perfeita. O ano novo, como no anterior, será cheio dela - cheio dessa vida tão contínua e impontuável -, e será bom aproveitá-la (de novo). Por quê não? Se me é concedido mais um dia, creio que é bom que eu o viva. Viver é bom. É necessário. Estamos aqui para isso, não? Esse é nosso ofício, viver é nossa função. Nada mais importa; não desejo, à você, riquezas ou saúde, nesse novo ano. Desejo que você viva. Viva e que continue a viver. Não importa se está enfrentando uma doença terminal, ou se está à ponto da falência, ou se já lhe tiraram tudo (até o amor)... Não importa. Espero que você viva. E que queira viver.
Acredite... Quem está dentro, quer sair; mas quem está à ponto de ser jogado porta afora, quer desesperadamente se manter dentro. Por isso aproveite. Por isso viva. Viva e continue vivendo. Esse é meu desejo para você. Esse é meu desejo para mim mesma. Que vivamos juntos. Que escrevamos esse livro de mãos dadas, com os dedos entrelaçados e os corações unidos. Isso é o que podemos fazer, para sobreviver à inexistência das palavras bonitas... É o que podemos fazer para sobreviver à realidade e sua presença inesquecível. Não estamos num conto de fadas, mas que possamos falar e escrever, que possamos transformar esse conto num conto feliz. Sim, que vivamos, e que sejamos felizes por estarmos vivos.

4 comentários:

  1. O que temos a fazer, se não continuar vivendo? Até tentar se matar faz parte da vida. Morrer faz parte da vida... Estamos presos, não há mais nada a se fazer.
    Então faça o que quiser, apenas se delicie com as consequências, enquanto morre lentamente.
    Com amor(palavra), nii-sama.

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  2. Mas realmente, a única coisa que podemos fazer na vida é viver porque sempre vai ter as alegrias, as tristezas, as derrotas, os sofrimentos, os dias felizes e não podemos fazer nada para evitá-los e mesmo sem querer a gente só pode vivê-los!

    Beijos!

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  3. Primeiramente, mesmo não sendo uma leitora assídua, fiquei triste com o fim do blog antigo :(
    Mas contudo e todavia...
    Você disse para este ano novo tudo o que eu penso. Sem falsidade e nada, só desejo que todo mundo viva, ou pelo menos tente de verdade. Complicamos demais para reclamarmos de tudo no fim. Boas palavras, virei fã!

    Beijão

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  4. Aos poucos vou desistindo das pessoas, dos sonhos, das ilusões... Aos poucos vou adormecendo, perdendo a mim mesmo, desistindo de minha existência.

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