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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Destino solitário.

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Sozinha novamente. Ouço barulhos de fora, outros de dentro, todos se musicalizando numa dança incerta e perturbadora. A solidão corroi o peito, traz lagrimas aos olhos e, por fim, me tira o sono e a vontade de continuar acordada. Todos estão muito longe, e se distanciam cada vez mais. Não adianta me agarrar á elas... O que resta é apenas as lembranças do que tive, e a certeza do que perdi. Eu poderia confessar meu amor à cada pessoa, dizer à elas tudo o que sinto quando se vão... Mas isso adiantaria?
A solidão sempre vem.
A solidão é um destino, não importa qual o caminho a ser usado.

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Passando para dizer que não morri, muito menos minhas palavras, haha. Escrevi coisas, só não tive força de vontade de postá-las. Tentarei voltar, então. Sem promessas. São só palavras.

Ja nee.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Layout novo + Love Chronicle 1 - Henry

Olá! Quanto tempo, não? Haha. Notaram algo diferente...sei lá, no layout, talvez? [: Depois de tanto tempo, tomei coragem para fazer outro visual para o blog. Bem, aproveitando esse momento de coisa nova, trago para vocês, um texto que não é meu, mas de um amigo que me pediu para postá-lo aqui. Ele escreve muito bem, e é muito mais poeta que eu #Fato (haha), e espero que gostem. Na verdade, se trata de uma série de textos, que postarei aos poucos e intercaladamente com meus próprios textos, e todos dessa série contam uma estória diferente - estranhamente interligada, as vezes me parece.
         Então, aproveitem [:

Love Chronicle 1 - Henry
(Autor Suzaku-kun)



Estávamos na estação de trem. Era noite e fazia frio, ao menos no meu coração. Foi o dia em que disse adeus.
Prometi que iria ficar com você não importa onde.
Prometi ser seu.
Prometi te proteger.
Prometi que a neve não iria te fazer mal, o sol nunca ia te magoar.
Você me prometeu o seu coração, que ele ficaria ao lado do meu.
Por isso levou o meu amor junto com você.
Eu te amo e sempre te amei.
Você me amava?
O que houve com você?
De repente está chorando, me abraça, diz que não dá mais.
Tudo foi embora, ela se machucou demais.
Então, vai ser assim?
Vamos nos amar para sempre, você disse.
Isso deve bastar para afastar a solidão, certo?
Dias inquietantes passei...
Meses insuportáveis vivenciei...
Devia ter ido embora há muito tempo, pensei.
Voltei à estação de trem. Lembrei-me de novo do exato momento em que disse adeus.
Lá te encontrei, mais uma vez.
Estava frio, você estava na frente do trem.
Gritei.
Pedi para que voltasse; que tudo ia voltar ao que um dia já foi.
Disse que ainda te amo.
Mas você não tinha mais amor ou vida em seus olhos.
Olhou para mim como se não visse nada além de mim e mesmo assim não me enxergou.
Você perdeu o meu amor.
Você perdeu o seu amor.
Adeus.
Seu último adeus.
O trem passa, e leva seu corpo vazio junto.
Estava chovendo.
Não sabia para onde ir.
Estou tão completo.
Sinto que senti tudo que tinha para sentir na vida.
Mas não é tudo que eu queria.
O que eu queria não existe mais.
Devo morrer em paz.
Sim.
A vida faria sentido se ao menos a minha morte fosse feliz.
Devo olhar quem me segue...
Seria a morte?
Seria um futuro, próximo de mim?
Eu sei o que procuro.
E ela está tão perto...
Sua alma já estava lá há algum tempo.
Agora seu corpo se foi; junto com minha alma.
É a vez do meu corpo.
Encontrei o caminho...
Estranho, agora a sombra perseguidora sumiu.
Estou próximo de tudo que mais desejo.
Talvez a paz?
Cheguei.
Mas, o que devo fazer?
Olho para trás, e vejo o corpo de um rapaz esfaqueado.
Vejo também uma bela moça.
Sem pestanejar arranquei a faca da mão dela...


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eternidade


Odiava aquele lugar. Odiava aquele cheiro puro e artificial; o odor insuportável da doença e da tentativa de cura; da morte e da esperança de vida. Virei-me na cadeira - tão desconfortável - e fitei a única janela daquele triste quarto de hospital. O céu, ironicamente, estava azul, ignorando totalmente a reviravolta que acontecia em minha vida - na vida das pessoas que eu mais gostava.
Afinal, de que serve a vida, se podemos perdê-la tão rapidamente? Por quê ela é tão frágil e fraca?Por quê? Diga-me, Kaeda: por quê?
O barulho das máquinas, aquele bip bip doentio, continua tocando fracamente. Posso sentir a aura da morte rondar meus pés e entrar debaixo da cama do hospital, posso ver como ela se entranha na pessoa que mais amo no mundo e mais linda, mesmo tão pálida e vestida com aquela camisola de hospital. É triste ver como sua vida... todas suas lembranças... estão sendo seguras por máquinas. Máquinas. Pedaços de metal e fios. Meras máquinas.
Máquinas. Elas não possuem ossos, ou músculos; são apenas parafusos e fios, todos emaranhados numa confusão esquisita. Uma imitação de nós, homens, que nem de longe se parece com os humanos. Sim, são isso as máquinas.
Máquinas são mais fortes que nós. As nossas criações, invenções inúteis, podem viver por mais tempo, duram gerações. E nós - nós morremos. Ela... Ela prometeu-me que ficaria comigo, que me acompanharia, que não me deixaria sozinho... E está deitada nessa cama de hospital. Com a vida segura por essas máquinas nojentas...
Vi um pássaro cortar o céu, lá fora. As nuvens são seus limites, e suas asas são sua vida. Queria eu voar. Voar e me perder naquele azul puro, cortar as nuvens e respirar aquele ar nostálgico. Ao invés disso, estou aqui. Você, Kaeda, também está. 
Fixei meus olhos no rosto pálido. A cabeça da garota descansava pesadamente no travesseiro, fazendo curvas naquele objeto fofo. Havia fios por todos os lados, na menina, e seus cabelos, antes curtos, estavam longos e sem brilho. Tal qual uma máquina. Meus olhos começaram a queimar, quando percebi que ela me fitava também, e me dirigia um sorriso leve e doce.
Deus, não deixe que ela vá... Faça com que fique.
- Kaeda... - principiei, mas não havia palavras. Para que dizê-las, então? Elas estão lá fora. E eu não posso buscá-las.
Não sei por quanto tempo fiquei ali, olhando-a. E não sei quando seus olhos começaram a fechar-se, lentamente, como se estivesse decorando cada expressão de meu rosto. Meus dedos apertavam os dela com força, até que senti que seria capaz de tirar sangue de sua pele frágil. Seus olhos continuavam a pestanejar e a fechar-se. Cada vez mais eu a via caminhar para o mundo da escuridão... Até que, sem aviso prévio, Kaeda fechou os olhos totalmente. E nunca mais os abriu.
Oh, a morte, doce e lenta como ela é, levou-a em seus braços apertados e esqueleticos. Sim, podia ver ambas, ali, e podia sentir o cheiro. O hospital, o quarto, as máquinas - tudo, tudo continuava ali... Até mesmo aquele corpo pálido e adoecido; morto. Eu poderia fingir que ela estava viva, e poderia conversar com ela, não? Sim, poderia. Tudo era como antes... Mas ela abandonou-me. Não havia alma naquele conjunto de carne à minha frente, não havia alma e nem seu coração batia. Afinal, é par isso que nosso corpo serve, não? Mas pensar nisso... não tirava de mim a dor. Minha irmã, que me amara e que amei, me abandonou...
E não tinha pretensão de voltar. Nem hoje, nem nunca. Afinal, a morte é eterna; tal qual nossa alma, ela vive para sempre.

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Desculpem-me pela demora absurda para postar algo. Pensei até em escrever algo para o ano novo, mas nenhuma ideia veio-lhe à mente... Bem, desejo a todos um feliz 2012. Que Deus abençoe à todos.

Obs.: esse texto foi escrito baseado em Minoru-san, do anime/mangá Chobits. Estava lendo o mangá da série, quando vi a passagem em que Minoru conta o dia da morte de sua irmã... Claro, viajei um pouco no texto, e as sensações retratadas aqui foram de acordo com o que eu mesma senti - estando na pele do personagem. Bem, é isso.
Espero que não tenha saído tão ruim.

Até logo...